| | | Índice de notícias | Envie esta página | Músicas de todos os Carnavais
Por Luciana Etzel
 Lamartine Babo é o autor de "O Teu Cabelo Não Nega" | | "Yes, nós temos banana"! Temos também samba e as clássicas marchinhas. Desde 1899, com o lançamento de "Ó Abre Alas", de Chiquinha Gonzaga, este ritmo tem sido a alegria dos bailes de Carnaval do Brasil. Enquanto o samba é mais sentimental, chorão e romântico, a marchinha é viva, maliciosa e divertida. A cara dos salões de baile. As principais características do gênerio são as letras fáceis, com refrões curtos e repetitivos para que todos aprendam a cantar -técnica utilizada hoje pelas bandas de axé.
O auge das marchinhas deu-se entre as décadas de 30 e 50, quando começaram os concursos para eleger a melhor música do ano. Mal sabia o júri que "Mamãe eu Quero", "Yes! Nós Temos Banana", "Chiquita Bacana", "A Jardineira" e "O Teu Cabelo Não Nega" seriam os grandes sucessos de todos os Carnavais das próximas décadas.
O ritmo teve também seus momentos de engajamento, com criações como "Que Passo é Esse, Adolfo?", de Haroldo Lobo e Roberto Roberti, composta na época da Segunda Guerra Mundial.
Graças ao estrondoso sucesso das marchinhas nos anos 40, a indústria fonográfica viu a possibilidade de obter grandes lucros, e as rádios passaram a pagar direitos autorais para veiculá-las. Foi o começo da decadência.
Na década de 60, elas perderam espaço para os sambas-enredo, que contavam com o apoio da televisão. Alguns artistas, como Caetano e Chico, ainda se arriscaram a gravar algumas marchas, sem sucesso.
Mas, vinte anos mais tarde, em 1980, as marchinhas estavam de volta nas vozes de outros intérpretes. Gal Costa resgatou "Balancê", o antigo sucesso de João de Barro e Alberto Ribeiro, e a roqueira Rita Lee levou à tela de TV "Sassaricando", de Luís Antônio, Jota Júnior e Oldemar Magalhães, tema de abertura da novela global de mesmo nome.
Estamos em 2003 e outros ritmos animam nosso Carnaval. Mas uma coisa é certa: a marchinha ainda resiste e com ela nós podemos sempre contar (e cantar) em qualquer baile do Brasil, até o amanhecer.
Veja as letras das marchinhas mais famosas:
Allah-la-ô Aurora O Teu Cabelo Não Nega Chiquita Bacana O Cordão dos Puxa-Sacos Me Dá um Dinheiro Aí Turma do Funil Saca-rolha Sassaricando Cabeleira do Zezé
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