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Sexta-feira, 05 de novembro de 2004 16h49
Microsoft luta contra spam, mas envia seus próprios, diz jornal
da Folha Online

Internautas pertencentes ao universo da tecnologia classificaram como spam uma mensagem enviada pela Microsoft na semana passada. O e-mail assinado por Steve Ballmer, diretor-executivo da empresa, é parte de uma campanha de combate a softwares de código aberto, como o Linux.

A ação é no mínimo controversa, já que há um ano a companhia apóia a lei antispam norte-americana, de acordo com reportagem publicada na versão eletrônica do jornal The Washington Post.

"Escrevo para você e outros profissionais envolvidos com a Tecnologia da Informação para revelar alguns dados sobre esse assunto e também dar exemplos envolvendo pessoas que optaram pelo Windows e não pelo Linux", dizia o e-mail, segundo o jornal.

A Microsoft se defendeu, afirmando que a correspondência não viola as leis federais anti-spam. Ativistas e especialistas no assunto discordam, pois a mensagem não oferece, como manda a lei, uma maneira fácil para o usuário excluir seu nome da lista de destinatários.

Cogitou-se até a hipótese de essa lista conter endereços inexistentes na base de dados da empresa. A Microsoft afirmou ao jornal norte-americano que só mandou a carta para pessoas de seu mailing, lista composta por milhões de endereços virtuais.

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