| | | Notícias > | | | Quinta-feira, 03 de abril de 2003 15h10 EUA reivindicam papel principal em pós-guerra no Iraque da Folha Online
O secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, reivindicou hoje o papel da coalizão anglo-americana que intervém militarmente no Iraque na etapa posterior à guerra e disse que a responsabilidade da ONU (Organização das Nações Unidas) deve definir-se posteriormente.
"Claro que a ONU terá um papel", mas "o papel exato [...] deve ser definido", afirmou Powell, após se reunir com seus colegas da União Européia (UE) e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para discutir a etapa de reconstrução e estabilização do Iraque após a guerra.
| Reuters - 5.jun.2002 |  | Colin Powell, secretário de Estado dos EUA
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"Há que se recordar que uma coalizão empreendeu esta difícil missão com custos políticos", financeiros e humanos, por isso a coalizão anglo-americano "deve desempenhar o papel principal e determinar o caminho que se deve seguir", declarou Powell.
"Isso não quer dizer que se tem que excluir os outros ou que não vamos trabalhar na cooperação com a comunidade internacional, com a ONU. Se necessitarem resoluções, estaremos nessas resoluções, e como se repartirão as responsabilidades das partes, isso é o que deve ser definido", declarou.
Powell declarou não estar "surpreso que não haja consenso" sobre a etapa do pós-guerra, "porque o debate acaba de começar" e "estamos examinando o papel apropriado para a ONU".

Powell afirmou que os EUA querem "levar logo pessoas [ao Iraque] que possam estabelecer uma autoridade iraquiana interina [...], para que a população do Iraque possa ver rapidamente que seus representantes se movem até posições de autoridade. Quando a autoridade interina se desenvolver, a responsabilidade passará aos iraquianos, que decidirão o futuro do Iraque".
Washington espera que o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, "nomeie um coordenador que possa trabalhar com a coalizão e com a autoridade interina, quando esta estiver pronta para supervisionar o fluxo de ajuda humanitária que chega às organizações da ONU, e que também possa servir de olhos e ouvidos da ONU na região", declarou.
Com agências internacionais
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