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Sábado, 05 de abril de 2003 10h09
Marines dizem investigar local suspeito de abrigar armas químicas
da Folha Online

Fuzileiros navais disseram hoje que estão investigando um local suspeito de abrigar armas químicas no pátio de uma escola no Iraque.

Segundo os marines, um homem que afirmou ser ex-membro das forças especiais iraquianas disse a eles que grupos de iraquianos tinham derrubado uma parede da escola há dois meses, escondido algo no pátio e reconstruído o muro durante três noites.

"Nós não sabemos nada agora, mas vamos investigar e ver isso", declarou o general James Mattis, comandante da principal divisão de marines no território iraquiano.

Segundo ele, forças dos fuzileiros navais estavam derrubando o muro de concreto no pátio do colégio, a 80 km a sudeste de Bagdá.

EUA e Reino Unido iniciaram a invasão do Iraque no dia 19 de março, às 23h35 (horário de Brasília), acusando Bagdá de esconder armas de destruição em massa, mas até agora não conseguiram comprovar a existência de tais armas. O presidente iraquiano, Saddam Hussein, nega que tenha esse tipo de armamento.

Análises

Um oficial norte-americano disse hoje que os primeiros testes com um pó branco encontrado em milhares de caixas próximas a Bagdá indicam que o material não se trata de arma química.

O coronel John Peabody disse à agência Reuters: "Nas primeiras análises, não parece ser um químico utilizada em ataques com armas químicas".

Peabody, comandante da brigada de engenharia da Terceira Divisão de Infantaria, disse que o material aparentemente parece ser o antídoto atropina, e não outra substância química.

Tropas dos EUA no Iraque disseram ontem ter encontrado milhares de caixas contendo frascos de líquido e pó não-identificados, assim como manuais sobre guerra química, em duas localidades próximas a Bagdá.

Um dos locais onde foram encontrados as caixas suspeitas, próximo ao distrito de Latifiya (ao sul de Bagdá), foi identificado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) como suspeito de possuir armas químicas, biológicas e nucleares e passou por inspeção da ONU (Organização das Nações Unidas) antes da guerra.

Com agências internacionais

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