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Sábado, 05 de abril de 2003 13h42
Oposição iraquiana define propostas para pós-guerra
da France Presse, em Munique (Alemanha)

O ex-ministro das Relações Exteriores iraquiano Adnan Pachachi, nomeado em 29 de março passado, em Londres, à presidência de uma "autoridade provisória" destinada a administrar o Iraque no pós-guerra disse estar disposto a aceitar uma "administração militar" do país durante um breve período, em uma entrevista à revista alemã "Focus".

Diante da falta de preparação da oposição iraquiana, segundo ele não há outra opção -será preciso aceitar durante um breve período uma administração militar para preencher o vazio que se seguirá à queda do regime. Pachachi até agora havia se oposto firmemente a esta possibilidade.

"Mas afirmo claramente: os patriotas iraquianos não aprovarão nenhuma forma de governo estabelecido pelos aliados. A oposição trabalha permanentemente na criação de uma administração provisória", afirmou.

Em sua opinião, essa entidade provisória deve "preparar as eleições para uma Assembléia Constituinte que aprovará uma nova Constituição, a lei eleitoral, a introdução do pluripartidarismo e a realização de eleições sob supervisão internacional".

Em Teerã, o aiatolá Mohammed Baquir al Hakim, chefe do principal grupo da oposição xiita iraquiana radicada no Irã, propôs que a ONU (Organização das Nações Unidas) administre o Iraque depois do fim da guerra.

Em carta dirigida ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, à Liga Árabe e à Organização da Conferência Islâmica (OCI), Hakim propôs um plano de cinco pontos, que abrangem o "fim imediato das hostilidades, a partida de Saddam Hussein, a entrada da ONU no Iraque para se encarregar da gestão do país, a partida rápida das forças de coalizão, segundo um calendário fixado pela ONU e a organização de eleições gerais livres sob tutela da ONU para formar um governo que emane da vontade de todos os iraquianos".

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