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Segunda-feira, 07 de abril de 2003 17h12
OMS denuncia desrespeito ao direito de crianças iraquianas
da France Presse, em Amã

A Organização Mundial da Saúde (OMS) denunciou hoje em Amã, Jordânia, que a guerra no Iraque ameaça gravemente o "direito à vida" das crianças iraquianas.

A porta-voz da OMS em Amã, Fadela Chaib, destacou durante uma entrevista coletiva concedida à imprensa por ocasião do Dia Mundial da Saúde que "o direito fundamental de cada criança está seriamente ameaçado no Iraque".

"Queremos chamar a atenção para as 12 milhões de crianças no Iraque, que representam metade da população do país, e para o impacto que a guerra pode ter em suas vidas", acrescentou.

"Antes do início do conflito, as crianças do Iraque eram vítimas do efeito combinado da pobreza e das sanções internacionais", acrescentou Fadela Chaib.

Depois da guerra do golfo em 1991, o Iraque sofreu um severo embargo imposto pela ONU que teria provocado, segundo fontes humanitárias, centenas de milhares de mortes, metade delas de crianças.

David Wimhurst, da Coordenação Humanitária da Cruz Vermelha, afirmou que no domingo passado o hospital Al Yarmouk "recebeu 100 pessoas por hora", enquanto o hospital Mahmoudiya não podia mais receber feridos.

Wimhurst enfatizou a "frustração" das agências humanitárias da ONU, que não poderão ajudar plenamente as populações mais necessitadas 'enquanto a guerra durar e enquanto um acesso seguro não for garantido".

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