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Sábado, 12 de abril de 2003 18h38
Clube de Paris deve tratar da dívida iraquiana
da France Presse, em Washington

O ministro britânico das Finanças, Gordon Brown, afirmou hoje que existe um acordo geral entre todos os países para que o Clube de Paris trate da dívida iraquiana.

"Penso que há um acordo geral por parte de todos os países, creio que o presidente [russo Vladimir] Putin disse ontem na Rússia que o Clube de Paris deverá se envolver na questão do pagamento dos juros e na questão das dívidas", disse Brown durante uma entrevista coletiva após a reunião com seus colegas do Grupo dos Sete países mais industrializados (G7).

Segundo Brown, o Clube de Paris, criado em 1956 e que reúne os principais países industriais credores do mundo, tenta calcular com precisão o valor das dívidas de Bagdá.

De acordo com estimativas de especialistas privados, a dívida iraquiana passaria de US$ 120 bilhões, valor que inclui os juros.

Porém, o ministro francês da Economia e Finanças, Francis Mer, destacou que o Iraque não é o único país cuja dívida deveria ser aliviada.

"Certamente, o Iraque precisará de nossa atenção, mas Níger também precisa (...) Não podemos nos esquecer que também existem muitos outros", afirmou o ministro ao final da reunião do G7.

Mer deu a entender que não se trata de simplesmente cancelar a dívida iraquiana. "Não se apagam as dívidas, podemos, talvez, progressivamente renegociá-las", afirmou.

Ele acrescentou que o valor da dívida do Iraque com a França é de entre US$ 1,7 e US$ 1,8 bilhão.

"Através dos métodos habituais, fundamentalmente do Clube de Paris ou qualquer outro processo de renegociação coletiva (...) veremos se queremos ajudar este país a recomeçar com o pé certo. Está claro que provavelmente não devemos cobrá-lo imediatamente", reconheceu Mer.

"Isto não quer dizer que o passado deva ser esquecido e que as dívidas de um país devam, quando acontecer uma mudança de governo, ser eliminadas", acrescentou.

Por outro lado, o ministro alemão das Finanças, Hans Eichel, afirmou que seu país receberia o que o Iraque lhe deve, descartando a idéia de um cancelamento da dívida.

"Não espero apenas recuperar esse dinheiro. Vou recuperá-lo", afirmou Eichel.

A dívida de Bagdá com a Alemanha está avaliada em US$ 4 bilhões.

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