| | | Notícias > | | | Sábado, 12 de abril de 2003 18h42 Mais de 10 mil manifestantes protestam em Washington da France Presse, em Washington
Pelo menos 10 mil manifestantes pacifistas participaram de uma passeata hoje pelo centro de Washington, sem que incidentes fossem registrados, para protestar contra a guerra e a "ocupação" americana do Iraque.
A polícia de Washington se nega a fornecer estimativas sobre a quantidade de pessoas que comparecem às manifestações locais.
Na liderança da oposição à guerra no Iraque, a organização pacifista Answer (Atuar agora para parar a guerra e acabar com o racismo), que comanda há vários meses as manifestações contra a guerra, convocou uma grande passeata pelas ruas da capital americana.
Ante o iminente fim da guerra no Iraque, os manifestantes tiveram de encontrar uma nova definição para a invasão, e desta vez protestaram contra "a ocupação colonial e o imperialismo", "os aproveitadores privados" da guerra e os meios de comunicação pró-guerra. O novo slogan dos manifestantes é: "A ocupação não é a libertação".
"Isto não se trata de libertação, se trata da ocupação do Iraque e do roubo de seus recursos naturais", afirmou Dustin Langley, voluntário da Answer.
A passeata passou por vários símbolos do poder: Casa Branca, FBI e Departamento de Justiça, assim como empresas acusadas de se beneficiarem da guerra -como o grupo petroleiro Halliburton, que até o ano 2000 foi comandado pelo atual vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney- e alguns grandes meios de comunicação criticados por sua cobertura da guerra.
"Estou aqui para me opor à dominação mundial capitalista e para pedir o fim do assassinato de pessoas inocentes", explicou Lonnie Pickens, um aposentado de 73 anos que viajou de Montclair (Nova Jersey) a Washington e que carregava um cartaz com a frase "Não ao novo colonialismo".
Também estavam previstas outras manifestações nas cidades de Chicago, San Francisco e Los Angeles.
A um quilômetro do ponto de reunião dos pacifistas, no Capitólio, o edifício do Congresso dos Estados Unidos, uma contra-manifestacção de apoio às tropas americanas e ao governo Bush reuniu no início da tarde quase 1.000 pessoas, que exibiam bandeiras dos Estados Unidos, convocadas pela Fundação de Cidadãos Unidos.
"Este é um momento significativo na história americana e do qual devemos estar orgulhosos", disse Bill Kristol, editor da revista conservadora Weekly Standard. "Não é o fim da guerra contra o terror (...) é o fim do começo."
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