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Domingo, 20 de abril de 2003 11h31
Após um mês de guerra, EUA não acham armas de destruição em massa
da Folha Online

Um mês depois de ter iniciado a guerra no Iraque, a coalizão anglo-americana se concentra em buscar as supostas armas de destruição em massa que foram a "justificativa" para a operação militar e em conseguir que o país volte o mais rápido possível para a normalidade.

"O principal objetivo da coalizão nesse momento é ajudar a estabilizar o Iraque o mais rápido possível", disse o tenente Herb Josey, porta-voz do Comando Central dos EUA no Qatar.

Segundo Josey, o objetivo será alcançado "levando assistência humanitária às populações iraquianas mais necessitadas e, o mais importante, propiciando que os iraquianos tomem as rédeas de seu país e seu governo".

"Poderia dizer que depois de quatro semanas de guerra, os resultados tem sido bastante vitoriosos e temos cumprido com nosso trabalho", afirmou o tenente Yvonne Lukson, que reconheceu, porém, que não se encontraram as armas químicas e biológicas que, segundo os EUA, o Iraque esconde.

Ameaça

EUA e Reino Unido lançaram a guerra no Iraque no dia 19 de março às 23h35 (horário de Brasília) para acabar com o regime de Saddam Hussein e eliminar as supostas armas de destruição em massa que fariam do regime de Saddam uma ameaça regional.

As forças da coalizão conseguiram o primeiro objetivo e já começaram o processo de negociações com os principais líderes e grupos de oposição iraquiana para a formação de uma autoridade provisória que leve a um governo definitivo e democrático.

Mas os EUA e o Reino Unido ainda não descobriram provas de armas químicas e biológicas no Iraque e não encontraram provas de que Saddam teria vínculos com o grupo terrorista Al Qaeda e seu líder Saddam Hussein, acusado pelos EUA de realizar os ataques de 11 de setembro de 2001.

O chefe dos inspetores de armas da ONU (Organização das Nações Unidas), Hans Blix, deve dizer ao Conselho de Segurança na terça-feira (22) que sua equipe está pronta para voltar ao país para terminar seu trabalho que foi interrompido pela guerra.

Mas os EUA já deixaram claro que preferem encarregar-se do trabalho. O Pentágono anunciou que contratou cerca de dez inspetores de armas que já trabalharam para a ONU para ajudar a conduzir a busca.

Reforço

Os Estados Unidos enviarão um grupo formado por militares e cientistas civis ao Iraque para tentar descobrir armas de destruição em massa e capturar os ex-líderes do regime, incluindo Saddam Hussein.

As buscas em um território de 440 mil km² expõe a credibilidade de Washington aos olhos da comunidade internacional, em geral oposta à guerra contra o Iraque.

O serviço de informação militar, a CIA (inteligência dos EUA) e o FBI (polícia federal americana) estão empenhados na tarefa, enquanto que uma equipe de mil técnicos americanos trabalham no local.

Com agências internacionais

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