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Segunda-feira, 21 de abril de 2003 19h00
Pentágono vai investigar efeitos das bombas de fragmentação
da France Presse, em Washington

O Pentágono prometeu hoje investigar os efeitos e alguns casos específicos sobre o perigo das bombas de fragmentação para os civis.

Em uma entrevista coletiva, o secretário da Defesa americano, Donald Rumsfeld, foi perguntado por um jornalista se estudava ''limitar ou eliminar o uso das bombas de fragmentação'', como pedem as organizações de direitos humanos.

O chefe do Estado-Maior, Richard Myers, se antecipou e declarou que este tipo de arma é ''menos perigosa que as minas'' terrestres.

''São projetadas para explodir quando atingem seu alvo, enquanto as minas ficam escondidas até que alguém as ative ao caminhar sobre elas''. ''Nunca vi ferimentos causados por bombas de fragmentação, mas é possível. Vamos investigar'', acrescentou o militar.

Nem todas as bombas de fragmentação explodem depois de terem sido lançadas. Algumas de suas munições só explodem quando civis, em alguns casos crianças, as recolhem por confundirem o armamento com rações de alimentos da mesma cor (amarelo), segundo o UNICEF.

O ex-Beatle Paul McCartney defendeu hoje a proibição do uso desse tipo de bomba, durante uma entrevista à BBC.

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