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Terça-feira, 22 de abril de 2003 21h22
Xiitas protestam no Iraque contra ocupação do país pelos EUA
da Folha Online

Centenas de milhares de muçulmanos xiitas reuniram-se hoje na cidade sagrada de Karbala, no Iraque, em uma peregrinação marcada por mensagens pedindo a retirada das tropas dos Estados Unidos do país.

Batendo em seus peitos, cortando suas testas e flagelando-se até sangrarem, os xiitas, que são cerca de 60% da população iraquiana, encheram as ruas de Karbala, 110 km ao sul de Bagdá, em sua primeira peregrinação como esta em 25 anos.

Alguns peregrinos declamavam cantos de reverência ao islamismo e rechaça a Israel e aos Estados Unidos.

"Não ao colonialismo"

"Sim, sim ao islamismo, não à América [EUA], não ao colonialismo e não à ocupação", cantava uma multidão de homens que marchavam em Karbala.

"Somos contra colonização e ocupação, acabamos com um regime opressivo e não queremos outro", disse, Ahmed Abdel-Zahra, que protestava em Bagdá.

As raízes do xiitismo têm origem às mortes, em 661, de Imam Ali, genro do profeta Mohammad e primeiro líder dos xiitas, e de seu filho, Imam Hussein, 19 anos depois -ambos nas mãos de muçulmanos sunitas.

Imam Hussein foi morto na batalha de Karbala, 75 km ao sul de Bagdá, e a peregrinação -Arbaiin- marca o 40º dia após sua morte. A última vez que os xiitas realizaram a peregrinação foi em 1977, quando foram atacados por tropas iraquianas.

Com agências internacionais

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