| | Quarta-feira, 23 de abril de 2003 18h41 Site divulga ''lista negra'' de astros de Hollywood contra a guerra da Folha Online
O empenho dos conservadores dos EUA em defender o governo de George W. Bush e a ação militar protagonizada pela coalizão anglo-americana no Iraque ganhou espaço desta vez na internet. O site ''Celebrity Liberal Blacklist'' (www.celiberal.com) publicou uma ''lista negra'' com nomes de estrelas de Hollywood que se manifestaram publicamente contrárias à guerra.
Além de rechaçar as opiniões de atores, diretores e músicos a respeito da intervenção militar contra o regime de Saddam Hussein, o site conclama os americanos a boicotar produtos vinculados aos seus nomes.
''Aqui no Celiberal, nós atacamos com orgulho todos esses famosos liberais de Hollywood que não têm nada melhor para fazer do que reclamar dos Estados Unidos e dos valentes homens e mulheres que defendem nosso modo de vida'', diz o site, que não identifica seus idealizadores.
''Fazemos tudo o que podemos para expor esses famosos mostrando o que realmente são: hipócritas, elitistas ávidos por dinheiro, que aproveitam injustamente sua popularidade para expressar suas controversas opiniões'', critica.
Quarenta e quatro nomes de atores, diretores, músicos e intelectuais constam na lista elaborada pelo site, que inclui artistas como Alec Baldwin, Barbara Streisand, Dixie Chicks, Dustin Hoffman, Edward Norton, George Clooney, Jane Fonda, Jennifer Aniston, Julia Roberts, Madonna, Martin Scorsese, Martin Sheen, Oliver Stone, Richard Gere, Sean Penn e Susan Sarandon.
O site, que tem links para artigos publicados na imprensa sobre as declarações antibélicas dessas estrelas, incentiva o boicote de qualquer produto que leve seus nomes.
''Queremos que estes famosos saibam que, quando fazem seus comentários controvertidos, eles não estão falando por todos os americanos.'' ''Como enviar essa mensagem aos famosos? Simplesmente parando de comprar ou alugar seus filmes, discos, livros e produtos e serviços que anunciam'', pede o site.
Vários artistas já afirmaram ter recebido cartas com ameaças e críticas do público por terem se manifestado publicamente contra a guerra no Iraque e o presidente George W. Bush.
Com informações da France Presse
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