| | Sexta-feira, 02 de maio de 2003 10h17 União Européia debate sobre defesa, Iraque e Oriente Médio da Folha Online
Os ministro das Relações Exteriores da União Européia (UE) debateram ontem e hoje na ilha de Rodes, na Grécia, o projeto de defesa européia, o processo de reconstrução no Iraque e as perspectivas do conflito entre israelenses e palestinos.
O chanceleres prevêem uma primeira discussão sobre a iniciativa para acelerar a criação da estrutura européia de defesa apresentada nesta semana por França, Alemanha, Bélgica e Luxemburgo.
O projeto, que implicaria uma maior independência da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e portanto dos EUA e que tem a oposição do Reino Unido e da Espanha, que apoiaram Washington na guerra no Iraque, não representa uma duplicação das estruturas da aliança militar ocidental, como teme a Otan, afirmou o alto comissário das Relações Exteriores da UE, Javier Solana.
"Ninguém quer duplicar nem gastar mais do que o necessário", afirmou Solana. Para a chanceler sueca, Anna Lindh, o problema não é a duplicação de meios e sim "que a Europa não está tentando atuar com uma política exterior comum".
Avanço
O chanceler belga, Lous Michel, afirmou que a proposta "não tenta enfraquecer a Otan nem atacar as relações transatlânticas e sim avançar na defesa européia, o que querem muitos países".
Os chanceleres também discutirão sobre a atual situação no Iraque após a guerra sem "uma clara posição da UE" sobre o papel da ONU (Organização das Nações Unidas", afirmou Michel.
Para Solana, "nesta fase de segurança, a responsabilidade é basicamente da coalizão [anglo-americana], mas chegará um momento de uma fase mais política de reconstrução em que gostaríamos que a ONU tivesse um papel importante".
No Oriente Médio, após a entrega nesta semana de um plano internacional de paz elaborado por UE, EUA, Rússia e ONU para palestinos e israelenses, a reação das partes "tem sido positiva", declarou Solana, que estimou que "infelizmente a situação sobre o terreno continua sendo muito difícil", mas apesar de tudo a UE deve "tentar levar a bom lugar o que está contido no plano de paz".
Com agências internacionais
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