| | | Notícias > | | | Sexta-feira, 02 de maio de 2003 19h02 Americanos protestam contra guerra; Bush declara fim dos combates da Folha Online
Cerca de 500 norte-americanos reuniram-se hoje em Santa Clara (Califórnia) para protestar contra uma visita do presidente George W. Bush ao local e contra a guerra ao Iraque.
Bush visitou a região ontem e hoje. Em discurso proferido ontem à noite, ele declarou o fim dos principais combates no Iraque.
Bush passou a noite a bordo do porta-aviões Abraham Lincoln, aportado em Santa Clara, na última etapa do retorno do navio da frente de batalha no Iraque.
Fim dos combates
Ontem, o presidente dos Estados Unidos afirmou que a guerra no Iraque representou '''uma vitória na guerra contra o terrorismo'' e decretou o fim das principais operações militares das tropas da coalizão anglo-americana no território iraquiano.
"A batalha do Iraque é uma vitória na guerra contra o terrorismo que começou em 11 de setembro de 2001 e que ainda continua", disse Bush em um discurso a bordo do porta-aviões Abraham Lincoln, próximo à costa da Califórnia (oeste).
"As principais operações de combate no Iraque terminaram", afirmou o presidente. "Nesta batalha, lutamos pela causa da liberdade, e pela paz do mundo", disse. ''Na batalha do Iraque, os Estados Unidos e seus aliados venceram'', avaliou Bush.
Queda do regime
Da plataforma do porta-aviões que retorna para os Estados Unidos depois de uma longa missão no golfo Pérsico, Bush considerou a queda de Saddam Hussein como um ''avanço crucial'' para deter a violência extremista.
O discurso de Bush, o primeiro feito por um presidente americano a bordo de um navio em movimento, não declarou a vitória, nem anunciou formalmente o fim da campanha militar deflagrada num pronunciamento no Salão Oval há seis semanas.
| Kevin Lamarque/Reuters |  | | O presidente George W. Bush cumprimenta tripulação do porta-aviões USS Abraham Lincoln. Bush afirmou que queda do presidente iraquiano Saddam Hussein é um avanço contra o terror |
Bush acrescentou, porém, que ficam por cumprir várias metas da guerra, incluindo encontrar as armas químicas e biológicas proibidas -que foram sua justificativa para lançar uma guerra preventiva no Iraque-, conduzir Bagdá ao caminho da democracia e reconstruir a infra-estrutura deste país.
''Temos um difícil trabalho a fazer no Iraque'', disse Bush.
''A transição de uma ditadura para uma democracia vai levar tempo, mas vale a pena qualquer esforço. Nossa coalizão vai ficar até que o trabalho esteja terminado'', frisou.
Em busca de armas
Apesar das objeções de vários países, Washington deu início à guerra contra o Iraque em 20 de março, alegando que o regime de Saddam possuía armas de destruição em massa, o que até agora não foi comprovado.
A mensagem do presidente americano não decreta oficialmente o fim das ações militares no Iraque, já que, sob a luz da lei internacional, isso obrigaria a libertação de prisioneiros de guerra e impediria o empenho das forças em matar o presidente deposto, caso ele ainda esteja vivo.
Apesar disso, o discurso marca a mudança do foco das operações para a de reconstrução do país. Entre os principais objetivos das tropas, também estão as buscas por líderes iraquianos do antigo regime e armas químicas e biológicas escondidas.
Com agências internacionais
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