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Domingo, 04 de maio de 2003 17h28
Washington minimiza danos de bombas de fragmentação, diz revista
da France Presse, em Washington

Washington minimizou os danos causados pelo uso de bombas de fragmentação durante a guerra no Iraque, afirma a revista semanal ''Time'' na edição que será publicada amanhã.

O general Richard Myers, chefe do Estado-Maior conjunto, informou no fim de abril que cerca de 1.500 bombas de fragmentação haviam sido lançadas durante a operação ''Liberdade do Iraque'', das quais 26 teriam atingindo áreas civis, causando uma morte.

Estas informações vão de encontro ao número de feridos atendidos nos hospitais iraquianos e ao depoimento de civis e autoridades de várias cidades, diz a revista, que cita o responsável da Defesa Civil de Karbala Abdul Karim Mussan. Ele afirma que seus homens recolheram mil minibombas de fragmentação por dia nas áreas que não eram consideradas alvos pelas forças americanas.

O cirurgião-chefe do hospital Al Hussein, em Karbala, Ali Iziz Ali, disse à ''Time'' que chegaram 35 corpos ao local após a queda da cidade, em 6 de abril, entre eles vários mutilados por explosões de bombas de fragmentação. Cinquenta pessoas foram atendidas com ferimentos profundos típicos deste tipo de bomba.

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