| | Segunda-feira, 29 de março de 2004 18h15 Servidores da Fiocruz paralisam atividades por quatro dias da Folha Online
Os servidores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) decidiram, em assembléia realizada nesta segunda-feira, dar continuidade à greve progressiva, interrompendo suas atividades por quatro dias nesta semana.
De acordo com Paulo César Ribeiro, um dos diretores da Asfoc (Associação dos Servidores da Fiocruz), esta é a quarta semana de protestos pela chamada greve progressiva. A cada semana, é acrescentado um dia a mais de paralisação.
Os servidores querem o ressarcimento das perdas salariais do Plano Bresser, com o pagamento de precatórios reconhecidos pela Justiça e a extensão de uma gratificação de 26,06% aos servidores que ainda não receberam.
Nesta terça-feira (30) haverá uma reunião, em Brasília, para discutir as reivindicações entre a AGU (Advocacia Geral da União), os ministérios do Planejamento, da Casa Civil e da Saúde, a presidência da Fiocruz e a Asfoc.
Uma nova assembléia na quarta-feira (31) vai avaliar o resultado da reunião e decidir se dá continuidade ao movimento.
"Nossa paralisação teve uma adesão de 100% e apenas cerca de 15% dos serviços considerados essenciais continuam em funcionamento", disse Ribeiro.
Segundo ele, o atendimento ambulatorial de risco, parte da produção de medicamentos e vacinas, além das pesquisas sensíveis continuam em funcionamento. As consultas nos hospitais da Fiocruz estão sendo remarcadas.
Além da sede no Rio de Janeiro, a Fiocruz tem unidades em Belo Horizonte, Salvador, Recife, Manaus, além de um escritório regional em Brasília.
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