| | | Notícias > | | | Quinta-feira, 01 de abril de 2004 18h08 Variantes genéticas aumentam risco para o autismo da Agência Lusa
Cientistas norte-americanos afirmam ter identificado duas variantes de um único gene que aumentam em, pelo menos, duas vezes o risco de uma criança se tornar autista.
De acordo com os cientistas, estas variantes são relativamente comuns e, por si só, não podem causar o problema. Para o desenvolvimento do autismo é necessária uma conjunção de cinco a dez genes.
O trabalho, desenvolvido por pesquisadores da Escola de Medicina Mount Sinai, em Nova York, foi publicado na edição de abril do "American Journal of Psychiatry".
A pesquisa teve a participação de 411 famílias e envolveu a análise do DNA de mais de 2.000 pessoas. Entre elas, 720 eram autistas.
As variantes de um gene do cromossomo dois foram freqüentemente encontradas nas pessoas com autismo e em membros de suas famílias, o que indica que o problema pode ter origem hereditária.
Este gene está envolvido na produção de uma proteína responsável pelo fornecimento de energia para as células cerebrais. Estas células consomem grande quantidade de energia e mesmo as menores interrupções podem afetar suas funções normais.
O autismo surge por volta dos três anos e interfere na capacidade de se comunicar e de interagir com os outros. A estimativa é que uma a cada mil crianças sejam autistas. A maior parte dos afetados (75%) são meninos.
O autismo não tem cura, mas os pesquisadores acreditam que a nova pesquisa possa contribuir para o desenvolvimento de tratamentos. Atualmente, existem apenas algumas terapias para reduzir os sintomas específicos em cada indivíduo.
| | Notícias > | | | |