| | | Notícias > | | | Quinta-feira, 10 de novembro de 2005 09h56 População opina sobre pesquisa de embriões no Reino Unido da Efe Os cidadãos britânicos terão a oportunidade de opinar sobre a pesquisa de embriões com finalidades terapêuticas no Reino Unido, segundo um documento divulgado nesta quinta-feira.
A HFEA (Autoridade de Fertilização Humana e Embriologia), organismo regulador neste assunto, publicou um documento para perguntar aos cidadãos se os atuais estudos de embriões devem ser ampliados para reconhecer genes vinculados a doenças como o câncer ou o Alzheimer.
Atualmente, os embriões são analisados para estabelecer os genes vinculados a doenças hereditárias como a fibrose cística. Mas, no futuro, segundo os especialistas, será possível que mulheres com genes relacionados ao câncer de mama --BRCA1 e BRCA2-- e com um histórico médico da doença possam optar por um tratamento de fertilidade que investigue a genética do embrião.
O documento da HFEA, intitulado "Escolhas e Limites", pergunta se é correto submeter os embriões a testes sobre doenças como câncer ou Alzheimer.
"Queremos que as pessoas entendam os possíveis usos das técnicas de teste de embriões, tanto agora como no futuro", disse a presidente do organismo, Suzi Leather.
Leather explicou que cientistas querem escutar a opinião de pacientes, de familiares de portadores de doenças de origem genética e de médicos, assim como de parlamentares e acadêmicos.
A titular do comitê de ética da Sociedade de Fertilidade Britânica, Gillian Lockwood, disse que as doenças genéticas são cada vez mais a principal causa de morte no mundo desenvolvido.
Para a professora Ainsley Newson, do Imperial College London, é importante escutar a opinião de pessoas com doenças genéticas. "Ter crianças que não deverão enfrentar os mesmos problemas será de um grande benefício", acrescentou Newson.
Especial Leia o que já foi publicado sobre estudos com embriões
| | Notícias > | | | |